# HISTÓRIA É PROFISSÃO
Profissão é uma atividade ou ocupação especializada, da qual, se podem tirar os meios de subsistência, um ofício, dentro de uma sociedade.
Se for uma profissão liberal, que habilita o exercício dela por conta própria de quem a tem, a profissional obrigatoriamente tem formação em nível universitário ou técnico, sendo registrada em uma ordem ou conselho, e ao pagar uma contribuição anual, filia-se a um sindicato da categoria, como é o caso de advogadas e engenheiras.
Uma profissão deve ser regulamentada, pois assim, são definidos legalmente limites e estruturas do exercício, estipulam-se requisitos, competências e habilidades que o profissional deve ter. É dar estatuto legal, é o Estado reconhecer sua existência, é ser reconhecida socialmente e juridicamente, com direitos e deveres para com sua sociedade.
Sem regulamentar, fica complicado estabelecer parâmetros dos cursos de graduação universitária impactando na formação das profissionais. Do mesmo jeito, que pessoas não qualificadas (sem formação, ou comprovação de capacitação) exerçam tais atividades impactando no ensino, pesquisa, assessoria, planejamento e gestão da área de História.
Ou seja, impacta em uma cadeia de fatos, desde a formação de estudantes do fundamental até a graduação, passando pelas várias formas que esta profissional pode atuar no mercado de trabalho, desenvolvendo material didático de qualidade, jogos, livros, assessorando pesquisas, marketing e o jornalismo contra fake news, por exemplo.
Soube pela ANPUH – Associação Nacional de História – que o Projeto de Lei PLS 368/2009, que trata da regulamentação da profissão Historiador(a), foi vetado integralmente pelo atual presidente (no dia 24 de abril de 2020). O projeto já tinha “passado” pelos Deputados e Senadores, faltava o último passo de uma trajetória de mais de 40 anos (desde 1968).
Reconheço as críticas às regulamentações de profissões, mas atualmente a não-existência permite que apenas um (mísero) pequeno grupo atue de forma reconhecida e profissional na área. Hoje percebo que sou trocada por antropólogos, arquitetos, economistas, sociólogos, teólogos e jornalistas, em 99,9999999% das situações. A regulamentação, incentiva parâmetros, parâmetros inibem que pessoas não formadas atuem na área, assim como, inibe que as formadas atuem para a manutenção de discursos de partidos políticos para reforçar as desigualdades, preconceitos e ódio.
Você já parou para pensar, como você precisa de uma Historiadora em sua empresa? Qual a formação da professora de História da sua filha? Quantas historiadoras trabalham em órgãos como IPHAN, FUNAI e Museus, e/ou locais ligados a cultura/educação, na produção de material didático, arquivos, memoriais e divulgação de ciência?
Existir é poder ter uma atividade ou ocupação especializada, da qual, se podem tirar os meios de subsistência, um ofício, dentro de uma sociedade.
Ass. Natasha Bramorski
Sócia e Co-Founder de [BernunçaWHO?
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Aproveito e convido você a acompanhar este Blog, nosso objetivo (aqui) é divulgar as atividades e ocupações que historiadoras/res podem exercer no mercado de trabalho, para além das salas de aulas.
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