COMO VIM PARAR AQUI - por Tatah
Desde os 15 anos estou no mercado de trabalho, comecei como “todo mundo”, bolsista da biblioteca do cursinho de inglês, atendente de academia, até chegar em uma empresa que desenvolvia ferramentas para internet como plataformas, sites e intranet, isso era 2003, estávamos experimentando os primeiros passos de uma banda larga no período pós-internet-discada, onde a 3G nem era rascunho.
Sempre gostei de desenhar, pirava nas capas de discos, jogos de tabuleiro, estampas de camisetas, na adolescência aprendi stencil, e a empresa fazia parcerias com outras do ramo publicitário. Estava decidido, faria o curso de Design Gráfico!
Só que não...
Foram os anos mais concorridos para os cursos voltados à comunicação digital e edição de imagens, acredito, por sermos de uma geração que participou ativamente da transformação do “mundo analógico” para o “mundo digital”. Somos sobreviventes do “Bug do Milênio”!
Lembro que não existia força para o ENEM, e eu não tinha grandes notas no vestibular, devido às dificuldades (já conhecidas) em “decorar coisas”, “resolva aplicando fórmulas”, “faça assim porque é assim que faz”, pois sempre precisei compreender o raciocínio por trás dos conteúdos. E o vestibular, vamos concordar que, é uma grande prova (cansativa) de “decoreba”.
Dadas as devidas desculpas…
Passados 4 anos de vestibular de Design Gráfico nas costas, meus amigos enviando convites de formatura, lá estava eu, entrando na universidade, pelo famoso vestibular de inverno, aquele com cursos menos concorridos, para Licenciatura e Bacharelado em História.
Como escapar?
Descobri que “uma vez dentro de uma universidade pública, jamais você precisaria sair”. O plano era completar as três primeiras fases de História, 1 ano e meio, enquanto isso, tentaria cursar alguma disciplina do curso desejado (Design), e depois era pedir uma transferência interna, de cursos dentro da mesma instituição, de História para Design. Na simplicidade, estaria tudo resolvido!
Foi aí o meu acerto, meio tropeçado.
Neste primeiro 1 ano e meio de universidade, iniciei como bolsista de extensão em uma plataforma com o tema multiculturalismo, e as disciplinas da graduação eram voltadas para explicar a base do curso, aos poucos, fui descobrindo as facetas de ser uma historiadora. O melhor, fui gostando, e percebi que algumas habilidades que tinha desenvolvido antes de entrar na universidade, se encaixavam. Comecei a querer um futuro por ali…
Entrei em 2006, e durante todo este tempo, os projetos que minhas bolsas eram vinculadas, foram voltados para tecnologia e educação, consegui fazer freelancer também, em paralelo para auxiliar nos gastos, fazendo diagramação e projetos gráficos de publicações, sites, folders, banners para professores, alunos e projetos.
Me formei em 2011, com um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), onde analiso imagens (capa de álbuns e fotografias), canção (letra e melodia), e o uso de rede social (fotolog, o avô do instagram), para historicizar o movimento político-musical das Riot Grrrls, que “mistura” punk/hardcore e feminismo.
Voltar ao mercado de trabalho não foi um sucesso, e após alguns anos “atirando e não acertando”, voltei para fazer o mestrado e gerar novas possibilidades. Com a ajuda de uma rede de apoio, em 2018 conquistei mais um título, Mestre em História.
A estrutura da dissertação não era muito distante da do TCC, com análise de imagem (capa de álbuns e cartazes de shows), canção (letra e melodia), e o uso de rede social (desta vez, Facebook), para historicizar o movimento político-musical autointitulado Metal Nativo, emergido do universo do heavy metal com temáticas indígenas.
O projeto do [Bernunça WHO?, onde o Ervilha Torta é uma das pernas (vamos lançar as demais em breve!), eu estava ensaiando desde a graduação, ele se fortaleceu nas pequenas, porém intensas, experiências em sala de aula. Minhas certezas foram fortalecidas nas duvidosas experiências no comércio, porém, a gasolina veio através da Day, a outra parte do cérebro bernunciano, com toda a sua trajetória em administração com pegadas de empreendedorismo, que trocando ideias em casa, entre uma taça de vinho e outra (minhas, no caso) juntamos nossas forças.
Meu objetivo é permanecer na História, usar diferentes linguagens para educar e disseminar conhecimento, gerando impacto social, afinal, quem conhece sua história, toma decisões melhores!
Interessou? Me adiciona no linkedin!
Desde os 15 anos estou no mercado de trabalho, comecei como “todo mundo”, bolsista da biblioteca do cursinho de inglês, atendente de academia, até chegar em uma empresa que desenvolvia ferramentas para internet como plataformas, sites e intranet, isso era 2003, estávamos experimentando os primeiros passos de uma banda larga no período pós-internet-discada, onde a 3G nem era rascunho.
Sempre gostei de desenhar, pirava nas capas de discos, jogos de tabuleiro, estampas de camisetas, na adolescência aprendi stencil, e a empresa fazia parcerias com outras do ramo publicitário. Estava decidido, faria o curso de Design Gráfico!
Só que não...
Foram os anos mais concorridos para os cursos voltados à comunicação digital e edição de imagens, acredito, por sermos de uma geração que participou ativamente da transformação do “mundo analógico” para o “mundo digital”. Somos sobreviventes do “Bug do Milênio”!
Lembro que não existia força para o ENEM, e eu não tinha grandes notas no vestibular, devido às dificuldades (já conhecidas) em “decorar coisas”, “resolva aplicando fórmulas”, “faça assim porque é assim que faz”, pois sempre precisei compreender o raciocínio por trás dos conteúdos. E o vestibular, vamos concordar que, é uma grande prova (cansativa) de “decoreba”.
Dadas as devidas desculpas…
Passados 4 anos de vestibular de Design Gráfico nas costas, meus amigos enviando convites de formatura, lá estava eu, entrando na universidade, pelo famoso vestibular de inverno, aquele com cursos menos concorridos, para Licenciatura e Bacharelado em História.
Como escapar?
Descobri que “uma vez dentro de uma universidade pública, jamais você precisaria sair”. O plano era completar as três primeiras fases de História, 1 ano e meio, enquanto isso, tentaria cursar alguma disciplina do curso desejado (Design), e depois era pedir uma transferência interna, de cursos dentro da mesma instituição, de História para Design. Na simplicidade, estaria tudo resolvido!
Foi aí o meu acerto, meio tropeçado.
Neste primeiro 1 ano e meio de universidade, iniciei como bolsista de extensão em uma plataforma com o tema multiculturalismo, e as disciplinas da graduação eram voltadas para explicar a base do curso, aos poucos, fui descobrindo as facetas de ser uma historiadora. O melhor, fui gostando, e percebi que algumas habilidades que tinha desenvolvido antes de entrar na universidade, se encaixavam. Comecei a querer um futuro por ali…
Entrei em 2006, e durante todo este tempo, os projetos que minhas bolsas eram vinculadas, foram voltados para tecnologia e educação, consegui fazer freelancer também, em paralelo para auxiliar nos gastos, fazendo diagramação e projetos gráficos de publicações, sites, folders, banners para professores, alunos e projetos.
Me formei em 2011, com um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), onde analiso imagens (capa de álbuns e fotografias), canção (letra e melodia), e o uso de rede social (fotolog, o avô do instagram), para historicizar o movimento político-musical das Riot Grrrls, que “mistura” punk/hardcore e feminismo.
Voltar ao mercado de trabalho não foi um sucesso, e após alguns anos “atirando e não acertando”, voltei para fazer o mestrado e gerar novas possibilidades. Com a ajuda de uma rede de apoio, em 2018 conquistei mais um título, Mestre em História.
A estrutura da dissertação não era muito distante da do TCC, com análise de imagem (capa de álbuns e cartazes de shows), canção (letra e melodia), e o uso de rede social (desta vez, Facebook), para historicizar o movimento político-musical autointitulado Metal Nativo, emergido do universo do heavy metal com temáticas indígenas.
O projeto do [Bernunça WHO?, onde o Ervilha Torta é uma das pernas (vamos lançar as demais em breve!), eu estava ensaiando desde a graduação, ele se fortaleceu nas pequenas, porém intensas, experiências em sala de aula. Minhas certezas foram fortalecidas nas duvidosas experiências no comércio, porém, a gasolina veio através da Day, a outra parte do cérebro bernunciano, com toda a sua trajetória em administração com pegadas de empreendedorismo, que trocando ideias em casa, entre uma taça de vinho e outra (minhas, no caso) juntamos nossas forças.
Meu objetivo é permanecer na História, usar diferentes linguagens para educar e disseminar conhecimento, gerando impacto social, afinal, quem conhece sua história, toma decisões melhores!
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Desde os 15 anos estou no mercado de trabalho, comecei como “todo mundo”, bolsista da biblioteca do cursinho de inglês, atendente de academia, até chegar em uma empresa que desenvolvia ferramentas para internet como plataformas, sites e intranet, isso era 2003, estávamos experimentando os primeiros passos de uma banda larga no período pós-internet-discada, onde a 3G nem era rascunho.
Sempre gostei de desenhar, pirava nas capas de discos, jogos de tabuleiro, estampas de camisetas, na adolescência aprendi stencil, e a empresa fazia parcerias com outras do ramo publicitário. Estava decidido, faria o curso de Design Gráfico!
Só que não...
Foram os anos mais concorridos para os cursos voltados à comunicação digital e edição de imagens, acredito, por sermos de uma geração que participou ativamente da transformação do “mundo analógico” para o “mundo digital”. Somos sobreviventes do “Bug do Milênio”!
Lembro que não existia força para o ENEM, e eu não tinha grandes notas no vestibular, devido às dificuldades (já conhecidas) em “decorar coisas”, “resolva aplicando fórmulas”, “faça assim porque é assim que faz”, pois sempre precisei compreender o raciocínio por trás dos conteúdos. E o vestibular, vamos concordar que, é uma grande prova (cansativa) de “decoreba”.
Dadas as devidas desculpas…
Passados 4 anos de vestibular de Design Gráfico nas costas, meus amigos enviando convites de formatura, lá estava eu, entrando na universidade, pelo famoso vestibular de inverno, aquele com cursos menos concorridos, para Licenciatura e Bacharelado em História.
Como escapar?
Descobri que “uma vez dentro de uma universidade pública, jamais você precisaria sair”. O plano era completar as três primeiras fases de História, 1 ano e meio, enquanto isso, tentaria cursar alguma disciplina do curso desejado (Design), e depois era pedir uma transferência interna, de cursos dentro da mesma instituição, de História para Design. Na simplicidade, estaria tudo resolvido!
Foi aí o meu acerto, meio tropeçado.
Neste primeiro 1 ano e meio de universidade, iniciei como bolsista de extensão em uma plataforma com o tema multiculturalismo, e as disciplinas da graduação eram voltadas para explicar a base do curso, aos poucos, fui descobrindo as facetas de ser uma historiadora. O melhor, fui gostando, e percebi que algumas habilidades que tinha desenvolvido antes de entrar na universidade, se encaixavam. Comecei a querer um futuro por ali…
Entrei em 2006, e durante todo este tempo, os projetos que minhas bolsas eram vinculadas, foram voltados para tecnologia e educação, consegui fazer freelancer também, em paralelo para auxiliar nos gastos, fazendo diagramação e projetos gráficos de publicações, sites, folders, banners para professores, alunos e projetos.
Me formei em 2011, com um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), onde analiso imagens (capa de álbuns e fotografias), canção (letra e melodia), e o uso de rede social (fotolog, o avô do instagram), para historicizar o movimento político-musical das Riot Grrrls, que “mistura” punk/hardcore e feminismo.
Voltar ao mercado de trabalho não foi um sucesso, e após alguns anos “atirando e não acertando”, voltei para fazer o mestrado e gerar novas possibilidades. Com a ajuda de uma rede de apoio, em 2018 conquistei mais um título, Mestre em História.
A estrutura da dissertação não era muito distante da do TCC, com análise de imagem (capa de álbuns e cartazes de shows), canção (letra e melodia), e o uso de rede social (desta vez, Facebook), para historicizar o movimento político-musical autointitulado Metal Nativo, emergido do universo do heavy metal com temáticas indígenas.
O projeto do [Bernunça WHO?, onde o Ervilha Torta é uma das pernas (vamos lançar as demais em breve!), eu estava ensaiando desde a graduação, ele se fortaleceu nas pequenas, porém intensas, experiências em sala de aula. Minhas certezas foram fortalecidas nas duvidosas experiências no comércio, porém, a gasolina veio através da Day, a outra parte do cérebro bernunciano, com toda a sua trajetória em administração com pegadas de empreendedorismo, que trocando ideias em casa, entre uma taça de vinho e outra (minhas, no caso) juntamos nossas forças.
Meu objetivo é permanecer na História, usar diferentes linguagens para educar e disseminar conhecimento, gerando impacto social, afinal, quem conhece sua história, toma decisões melhores!
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Ass. Natasha Bramorski
Sócia e Co-Founder de [BernunçaWHO?
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